O Livretu é um...

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Porto Alegre, RS, Brazil
Blog dedicado à livre literatura. Poemas, contos, crônicas, músicas, palavras ao vento... e o que te fizeres viajar pela imaginação. O LIVRETU é livre, e surgiu da idéia de alguns amigos dividirem suas produções, delírios, sonhos, alegrias e letras. Envia tuas composições também! Faça parte dessa grande esfera literária. É livre. E como fala nosso grande Drummond: Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida. Envia para livre_tu@hotmail.com tuas idéias. O blog já fez 2 anos e comemora com uma mini-edição impressa e uma confraternização de artes, o ORGIARTE, ambos indo para a sétima edição.

sábado, 9 de janeiro de 2010

(..) Ah detritos, mas tudo isso é inútil e bem sei de como tenho tentado me alimentar dessa casca suja que chamamos com fome e pena de pequenas-esperanças, enquanto definho feito um animal alimentado apenas com água, uma água rala e pouca (...) lentamente afio as pedras e as facas do fundo das minhas pupilas, para que a noite não me encontre outra vez insone, recompondo sozinho um por um dos teus traços, para que quando esses teus olhos escuros e parados como as águas do mar de inverno na praia onde talvez caminhe ainda, que seu fio esteja tão aguçado que possa rasgar-te até o fundo, para que te arrastes nesse chão, sangrando e gemendo, a implorar de mim aquele mesmo gesto que nunca fizeste, e nem mesmo sei exatamente qual seria, mas que nos arrancasse brusco e definitivo dessa mentira gentil onde não sei se deliberados ou casuais afundamos pouco a pouco,bêbados como moscas sobre açúcar, melados de nossa própria cínica doçura acovardada, contaminados por nossa falsa pureza, encharcados de palavras e literatura (...) enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, e passo a passo afundo nesse charco que não sei se é o grande conhecimento e nós ou o imenso engano de ti e de mim, nos afastamos depois cautelosos ao entardecer, e na solidão de cada um sei que tecemos lentos nossa próxima mentira,tão bem urdida que na manhã seguinte será como verdade pura e sorriremos amenos, desviando os olhos, corriqueiros, à medida que o dia avança estruturando milímetro a milímetro uma harmonia que só desabará levemente, os vermes roendo os porões que insistimos em manter indevassáveis, até que o não-feito acumulado durante todo esse tempo cresça feito célula cancerosa para quem sabe explodir em feridas visíveis indisfarçáveis, flores de um louco vermelho na superfície da pele que recusamos tocar por nojo ou covardia ou paixão tão endemoninhada que não suportaria a água benta de seu próprio batismo.


CAIO FERNANDO ABREU, À BEIRA DO MAR ABERTO

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

...Então, Idalina. O que vais escrever? Jamais se pergunte antes de começar a fazê-lo, depois se vê, ok? Às vezes, tudo bem, uma carta, um infinito de paixão, alguém assim que um dia vai embora e deixa sua presença tão forte ou mais que quando estava de corpo. Aí tudo bem, entendo-te, romântica. Acho que há um destes em mim, acho mesmo. Talvez queiramos inventar sentimentos e sensações, como tomar o Martini com pimenta, entende? A vida passa, passa, mais um ano, calendário romano, e nós novamente só trocamos de roupas. Ida, apronte-se e continue, espero que a estrada venha sempre até você e o vento esteja sempre a seu favor, sempre não, às vezes contra, pra que teu cabelo não lhe incomode o rosto. Ida, um dia terás que Voltar. Sei que não gosta destas brincadeiras, mas estou batalhando por meu senso de humor, estou mesmo. Também não queria ser perfeito, a perfeição me dá nojo. Sabe, não adianta tentar esconder o que a gente sente da gente mesmo, a gente sente e pronto, é muito mais rápido que qualquer outra coisa. ‘Art Blakey e Os Mensageiros do Jazz.’ Apenas para que saiba o que escuto agora. Quando puderes Voltar, diga-me o que você está escutando... Não me olhe assim, viva mesmo como se estivesse sozinha no meio de um monte de gente. Não sei, não me escute, não sei por que, toque guitarra, olha eu dizendo de novo, foda-se, esqueça, não esqueça, lembre-se, vá com ele ou vá sozinha, solidão é alguma coisa que não sei apalpar, pois é. Sei que está tudo na palma da mão, a cigana me falou. E só por ouvir essa palavra eu já me encho de êxtase; ci ga no. Parece-me indomável. Acho lindo. Quis mesmo experimentar todas as coisas, estar lá pra ver, coisa de imaturo, sabe? Mas é isso mesmo, pelo menos sabia que não estava me enganando. Ou estava me enganando sabendo disso, o que se equipara. Meu bem, eu não sei mais, queria que você também não soubesse(...) É dia e já parece noite, o vento grita e os trovões também, a chuva, não haveria como me despedir de você sem que chovesse, em algum momento. Lá numa caverna pedreira do Afeganistão deve haver alguém com a mesma impressão digital que eu. Procuro sempre acreditar nisso, pra viver em sociedade. Entenda o que quiser, foda-se. Está chovendo, meu bem! Ia mesmo acabar com essa coisa toda e te ligar, telefone, sabe, aquela coisa maluca que inventamos, mas faltou carga para o telefone, porque ele é moderno, sabe, não tem fio. Quanto mais complexo mais perto do colapso. Não que já não estejamos nos comunicando e como se você pudesse receber esta carta em qualquer momento que não a hora certa, quando estiver realmente pronta pra ouvir, tudo isso. Uma bomba de água, vou lá colocar a cabeça pra fora da janela, cê me espera? Tive que gritar, agradecer pelo ano e por meus passos, estava no momento, era a chuva. Você não vai sentir bem exatamente o que senti. Então eu entrei, me sequei um pouco, e voltei pra lhe dizer. Estava tão feliz, mas estava sozinho, mas não me sentia só, e alguma coisa doída queria que eu me sentisse só, então vim lhe contar, como se estivesse. No meio disto, você me ligou, você, com uma de suas facetas. Foi rápido, não dissemos tudo que queríamos. O telefone carregou um pouco, em seguida pretendo ligar pra outra você, breve em logo, com esta então acho que consigo falar. Miado de gato; a cor do som; esquizofrenia controlada; queria chamar-lhe de tu e não de você. Mas comecei falando dos avessos, os piratas, anti-heróis, vagabundos, malandros, qualquer um que desafiava a ordem vigente, mostrando a capacidade criativa do caos, o movimento, não-estagnação, chuva, tudo isso. Então chega, lembrei disso só pra dar um caráter cíclico para o que eu escrevo... Se sente honrada por eu lhe contar um segredo? Você bem sabe disto melhor que eu, o círculo, bla bla bla. Mas então, na verdade tudo isso é só verdade, e a gente sabe. Coloca a máscara pra significar de verdade, pra ter alguma coisa por trás, porque temos a necessidade de ver algo por trás. Rasgamos a pele de alguém que apareça desmascarado, pra ver o que sua “mascara” esconde, então não saia na rua sem ela, nem ameaça escrever sem ela. Ou escreve e não mostra pra ninguém, porque ninguém vai entender e vão te atazanar a vida. Tenta viver em paz, é isso que você pode fazer.

Alessandro Rivellino
-"Trechos de Correspondência Piá"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

POEMA DE AMOR SOBRE UM TEMA DE WHITMAN

Entrarei silencioso no quarto de dormir e me deitarei
entre noivo e noiva,
esses corpos caídos do céu esperando nus em sobressalto,
braços pousados sobre os olhos na escuridão,
afundarei minha cara em seus ombros e seios, respirarei tua pele
e acariciarei e beijarei a nuca e a boca e mostrarei seu traseiro,
pernas erguidas e dobradas para receber,
caralho atormentado na escuridão, atacando,
levantado do buraco até a cabeça pulsante,
corpos entrelaçados nus e tremulos,
coxas quentes e nádegas enfiadas uma nas outra,
e os olhos, os olhos cintilando encantadores,
abrindo-se em olhares e abandono,
e os gemidos do movimento, vozes, mãos no ar, mãos entre as coxas,
mãos, na umidade de macios quadris, palpitante contração de ventres
até que o branco venha jorrar no turbilhão dos lençóis
e a noiva grite pedindo perdão
e o noivo se cubra de lágrimas de paixão e compaixão
e eu me erga da cama saciado de últimos gestos íntimos
e beijos de adeus-
tudo isso antes que a mente desperte,
atrás das cortinas e portas fechadas da casa escurecida
cujos habitantes perambulam insatisfeitos pela noite,
fanstamas desnudos buscando-se no silencio.

Allen Ginsberg

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Como um rio que chora.

Nos bares desta cidade
desamarrados de qualquer canção
livres e soltos...

clamando por novas canções!

Pensamento de emoções e sons
onde apareçam todos amores
festas, caminhos e todos rancores.

Sonho contigo e...
fico tenso, repenso.
E esse fim que chegou?
Tempo lento e intenso.
Pena.Repena

Todos hão (hão?) de ter algo
Livre todos
Livre nós
em busca de paz
na paz.
preocupado com algo
sempre contigo
e amigo.
Melhor coração e melhor abraço
Suerte para unas cosas
Mierda para las otras.

À Direção

RAY CHARLES
BOTOU
CARNEIROS E LOBOS
NO TOPO
DE UMA ÁRVORE
QUANTA SUTILEZA
ESCUTAR UM POR UM
BUMBO, CAIXA E TROMBETA
TROMBETANDO, VOANDO SOBRE O TAPETE
ANTES PENSEI EM VOAR E MORAR
NO TOPO
DE UM MINI
ARRANHA-CÉU
PERDI O CONTROLE
TIREI TUA ROUPA
ALEGRIA, ALEGRIA
ME GUSTA
ARGENTINA
SERIA UM SONHO
NÃO TER CONTROLE
E CLONAR SEMPRE QUE POSSÍVEL
MARADONA E FITO PAEZ
ENCONTREI MEU CONTROLE
ALGO BEM SUBJETIVO
VAI DIZER QUE ESSE AÍ
É O TEU CONTROLE EMBUTIDO?
NO HAY BANDA!
E SANDROLOVE
TERÁ UMA TEORIA
SEGUIRÁ A ETERNA LUTA
POR MOÇAS BONITAS
CHAVES DIRIGE UM FRANCÊS
PARA ATROPLEAR UM BURGUÊS
DR.MARCO! DR.MARCO!
LIBERE NOSSO AMIGO
NÓS SOMOS JOVENS E
COMO DIRIAM OS KAVERNISTAS
"todo mundo está feliz aqui na terra"

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Gracias por tudo!!!
-uno palito, por favor-
desemprego... desapego...

Ano que se vai
poucas e boas
boas novas
novas coisas
coisas passadas
passando a limpo
limpando a baia
baiuca velha...
e velhos amigos encontrar
(encontrar e se perder)
perder para perder-se
e nunca mais ser o mesmo.
Mesma calça
calça curta
curta viagem
viagem louca
louca do doce
doce veneno
veneno metal
metálica de amor
amor cego
cobra de óculos
beijo de borboleta
cabeça de bagre
bico de papagaio
dente de leite
guampa de touro
touro indomável
índole sinistra
"sinistério" do terror
cimitério maldito
maldição do cavalo
cavalo de bóia
língua de sapo
príncipe encantado
que o diabo te carregue
para além do bem e do mesmo
e mesmo depois de passares pelo juízo final
ainda há de lembrar
que algum dia
fostes criança.

Bruno Arámburu

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A charada da tarde:

Nós duas nos olhamos
opostas no espelho

E sutilmente
pegamos o instrumento

Quase que nossos olhos não
percebem quando ele, delicadamente
abriu o braço e o peso do corpo
foi todo para um lado
pendeu,

E nossos rostos se viraram
cada um para um lado
mas os olhos insistiram na paixão,
continuaram a se olhar
na ultima brecha que havia
até acabar a canção.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Porque as coisas acontecem?
Um batalhão de físicos-aspirantes borbulha de tesão neste momento: eles irão te explicar!
Porque alguns desaparecem do mapa?é tapa!...como o na cara das Madres de Plaza de Mayo, mas não caio.
Porque nem todos tomam consciência?
Um exército de comunistas se prontifica sem pretensão a indicar-lhe o caminho da salvação. Eles e o Pastor Silas Malafaia.
...
Tudo
anda
um
pé
no
saco.E eu sei que todos concordam.
A Vidinha mais-ou-menos se hospedou em nossas vidas como se fossemos um hotelzinho pulguento de La Paz, na Bolívia.
Feliz Navidad, salud e paz.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TEMPASSAGEM III


PRESENÇA INFANTIL

São nesses vai-e-vens da vida...

...que se percebe uma curiosa presença querida

Que possui imensos medos

Que ressuscita a credibilidade

E que se emociona diante de reveladores segredos.


Ela acha que o mundo logo poderá acabar

Também, acredita que todos sempre hão de ficar

Uma faceta inocente

Que não possui habilidades de resposta

E que surge, assim…

…de repente.


Ainda não aprendeu a dizer "obrigado"

É bem capaz de não querer olhar para os lados

Diz ser invencível

Mas, no fundo, se vê sozinha

E, naturalmente, previsível.


Muitos já lhe disseram:

Fale “por favor”!

Mas já deixou claro

Não compreende o real significado do amor.


Os mais velhos querem lhe ensinar

A não obter um sentimento de culpa

Porém, se isso acontecer,

bastará, apenas…

…um sincero pedido de desculpas.


Não se sabe, ao certo, que idade ela tem

Quando criança, para tomar conta…

…é o passar dos anos que vem.


E, quando, já crescida,

…acaba a andar por aí…

…Perdida,

Numa busca por um bom motivo

Um motivo daqueles….

…que faça um grande sentido para a sua vinda.


MÁ-DURA IDADE

É no passar dos tempos que ela vem...

...e bruscamente aparece

Uma atitude mais madura...

...que urge

Acontece!

Pode até vir a ser uma sensação excitante

Mas que carrega consigo questões...

...terrivelmente, delirantes.


O que dependerá, apenas...

...da própria existência do “ser”…

…para despertar, em si, o encanto...

...de se auto-perceber.


As exigências, hoje, já são outras

E das questões, portanto...

...deverá se dar conta.


A paciência torna-se…

…sua importante aliada

E o uso do bom-senso se mostrará...

...como sua única e inteligente arma.


As marcas desta fase, profundamente, ficarão…

E serão levadas consigo…

…para outros tempos que virão…


Entretanto, há de se tentar, a serenidade dela usufruir

Pois, só assim, compreenderá…

…o verdadeiro significado do existir.


É TEMPO DE ENVELHECER

Com o linear do final dos dias…

...é que se desperta...

Essa última e intensa cortesia.


É a conclusão de um longo e temoroso percurso

E a formulação de um franco e direto discurso.


É onde as fronteiras já não são mais tão claras

E as fantasias começam a se tornar...

...cada vez mais raras.


É quando se chega ao tempo do envelhecer

E não se sabe, ao certo...

...o que, depois disso, irá ocorrer

Restando, apenas, esperar

Uma espera "solita"...

...que lhe fará pensar.


Mas se o peso dos anos não favorecer,

É porque chegou a hora de se desprender.


Os materiais já não farão mais sentido

As pessoas terão seguido os seus próprios caminhos

Os sentimentos ficarão bem guardados…

…junto das lembranças que estarão presas... no passado.


Se os lugares estiverem diferentes,

...é porque neles estiveram gentes…

Se os animais, já todos, morreram,

É porque muitas coisas, em sua vida, aconteceram.


Contudo, se conseguir manter viva a calma,

Com muito gosto, irá encontrar aquela sua serena alma.

E, se, com um bom humor, ela se apresentar,

é que, certamente...

...uma grandiosa presença querida... ainda, será.

Aline Pauli Mallmann

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Realidade Brasileira

Onde vai?
Vai em busca de terra boa onde a chuva não possa contra sua humilde plantação?
Lá vai peão,
vai montando em seu ombro dois baldes de água que a pouco pegou
do pouco que no rio sobrou!

Onde vai juntando os pratos?
Economizando gotas para lava-los...
Vai atrás do pão de cada dia,
mas não o acha nem se por um acaso
uma boa alma o lhe concedia.

Lá vai ela tentando chorar as lágrimas
que como a chuva secam
e tiram dos reco-recos a vontade de gritar.

Vai mãe brasileira,
de origem cabocleira
com seus filhos sem mamadeira...

Vai pai de família,
três esposas e seis filhas
que ele há de sustentar.

Mas a terra não ajuda
quem cedo madruga
e com sede profunda precisa capinar!

Mais um que vai...
vai pra cidade caixeiro viajante
falar com gente grande
a procura de liberdade.

Vai lá estudante...
pega o barco num instante
um esforço danado
quatro horas parado,
só pra chega do outro lado,
e com risco de morrer afogado!

Vai...
vai mais um sonhador
que sonha com uma família
que na mesa tenha comida
e no coração AMOR"

Mariah Amorim


domingo, 6 de dezembro de 2009

Parabéns Fernando Saldanha

Califórnia da Canção 2009 - RESULTADO

Uruguaiana/RS

Jurados: Sergio Rojas, Dilan Camargo, Victor Hugo, Airton dos Anjos e Juarez Fonseca


CALHANDRA DE OURO:
A SANGA DO PEDRO LIRA

Letra: Demétrio Xavier
Música: Marco Aurélio Vasconcelos
Int: Marco Aurélio Vasconcelos

Melhor música - linha livre:
TROPEIRO DA MEIA-NOITE

Letra: Tulio Urach e Fernando Saldanha
Música: Paulinho Goulart
Int: Cristiano Fantiel

Mais popular:
TROPEIRO DA MEIA-NOITE

Letra: Tulio Urach e Fernando Saldanha
Música: Paulinho Goulart
Int: Cristiano Fantiel

Melhor conjunto vocal:
TROPEIRO DA MEIA-NOITE

Letra: Tulio Urach e Fernando Saldanha
Música: Paulinho Goulart
Int: Cristiano Fantiel

Melhor conjunto instrumental:
DE TEMPO E COMPARSA

Letra: Tiago Summan e Guilherme Summan
Música: Ricardo Martins e Mateus Alves
Int: Ricardo Martins e Fabrício Ocaña

Melhor arranjo:
A SANGA DO PEDRO LIRA

Letra: Demétrio Xavier
Música: Marco Aurélio Vasconcelos
Int: Marco Aurélio Vasconcelos

Melhor instrumentista:
Guilherme Goulart ( gaita )


Melhor melodia:
A SANGA DO PEDRO LIRA

Letra: Demétrio Xavier
Música: Marco Aurélio Vasconcelos
Int: Marco Aurélio Vasconcelos

Melhor letra:
A SANGA DO PEDRO LIRA

Letra: Demétrio Xavier
Música: Marco Aurélio Vasconcelos
Int: Marco Aurélio Vasconcelos

Melhor intérprete:
Pirisca Grecco


Melhor música - linha campeira:
DE TEMPO E COMPARSA

Letra: Tiago Summan e Guilherme Summan
Música: Ricardo Martins e Mateus Alves
Int: Ricardo Martins e Fabrício Ocaña

Melhor música - linha de manifestação rio grandense:
A SANGA DO PEDRO LIRA

Letra: Demétrio Xavier
Música: Marco Aurélio Vasconcelos
Int: Marco Aurélio Vasconcelos

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quero-Quero


Quero ser uma calhandra

Nem que para isso
Tenha que compor
Todos os versos do mundo,

E arranjos no céu
Com minhas asas musicais.

Quero ser uma calhandra
E fazer meu ninho
Dentro de um violão.

E tocar devagarinho,
Assobiando ao vento
Milongas do coração.



Morgana e Bruno,

ao som da Califórnia - dale tropeiro da meia noite!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que acontece hoje?
Eu não sou a mesma de ontem,
mudou meu corpo
mudou meu caráter,
a própria vida não é igual.

Que acontece hoje?
Já não sofro pelas mesmas coisas.
Hoje a vida é mais difícil;
mudaram meus sonhos,
mas continuo sendo eu.

Será que estou crescendo?
Mas tenho de agüentar...

Será que estou nascendo para uma vida mais real?
Como dói crescer, por quantas mudanças vou passar.
A vida é a mesma, mas que estranha a parte de mim!

Ninguém tem as minhas idéias
e meus planos saem mal.
Como dói crescer, quantas coisas deixarei.


Venúcia Santos

Consolação

Por
menor
que seja
a tua liberdade,
ainda podes
ser um
livrinho




Os Bonitinhos
Gracias a todos que compareceram no Orgiarte 5,
mais de 130 pessoas!!!!
Parabéns aos artistas , participantes e organização.


Dia 10 de dezembro ocorrerá uma festa para encerrar o ano no Espiritpo da Coisa, a divulgação sairá na semana.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Orgiarte 5 - 26/11 - Mr.Dam - 22h - 6,00

MÚSICA
- História de Boêmio toca Sérgio Sampaio
- Guiga e Nandico Saldanha
- Dj Jovi
LITERATURA
- Bomqueiroz
- Livretu 5
ARTES PLÁSTICAS
- Asdrubal Fabris
- Plínio Ajala
FOTOGRAFIA
- Priscilla Kern e Eduardo Silva
- Grupo Satori
- Tiago Rezende
TEATRO
-"Passíveis de desconsideração" com:
-Joice Rossato Lima
-Thais Santa Rita
-Silvana Rodrigues
-Lucca Simas
-Elielto Rocha
-Ivanei Ivanov
-Danuta Zaguetto
MODA
-Luísa Speggiorin

domingo, 22 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO 22

CONFÚCIO DISSE: AME

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Que bigodinho hein mano!!!


Mergulho ao fundo da piscina
Para encontrar...comigo mesmo
Ao tocar, lá embaixo, a sua pele
Satisfaço meu desejo
Sinto que a alma não tem fundo
Lembro o gosto do teu beijo

Dentro de toda essa água
Pareço estar em meu caixão
Com uma leve diferença
De ainda poder pensar em vão

E num momento de miragem
Que faz coçar os cotovelo
Esvazio esta barragem
Com um gole de camelo

E, se piscina sem água
não é piscina
Pessoa sem alma
não seria poeta...imagina!
Seria apenas
Fernando


Primeiro acto

Fausto, só.

"Astro silencioso, dôce lua vagabunda de leves raios prateados, digna-te, pela ultima vez, lançar um piedoso olhar sobre minhas dôres!... Tantas vezes tens alumiado as minhas vigilias curvado para esta escrivaninha. Então, eu via a tua luz, melancolica amiga, derramar-se sobre as brancas fôlhas dos livros abertos e os montes informes de papeis empilhados. Porque não posso eu, à tua suave claridade, subir altas montanhas, errar pelas cavernas em companhia dos espíritos, dansar sobre a herva pallida dos prados, esquecer todas as miserias da sciencia e rejuvenecer, banhando-me na frescura do orvalho que dimana de ti!"

Johann Wolfgang von Goethe

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"verum", pero no mucho

Caros amigos,

vi tudo e realmente havia muita vida louca naquele lugar.
Uma absoluta reação de sentimentos e movimentos
que se entrelaçavam avançando em direção contrária
ao que se pode chamar "Amor Selvagem"... e não que isto
pareça a mais pura verdade, mas eu vi.

E cada vez que me aproximava mais desses seres
elouquentes e sanguinários percebia o brilho
intenso em seus olhos estalados - que não eram 2
e sim 7 e meio - grandes, intensos, brilhosos, molhados;
que pareciam dizer para onde aponta o norte
da morte dos maiores dos vulcões... e não que isto
pareça verdade, mas tinha todas as características de ser.

E no meio dessa loucura dos sentidos,
bem no alto de uma colina, trepada em uma
araucária cabeluda, havia uma femmea fatale
totalmente nua e suada... acariciando o caule
da grande árvore com a mão direita, os seios com a
esquerda e quase que pairando no ar,
a vegetariana chorava de puro prazer...
vi, ouvi, senti e ainda por cima é verdade

Bba

domingo, 8 de novembro de 2009

Uma noite em Capão Novo


Sou um coringa
Vou pra lua
Caminho 130 passos
Encontro um churrasco
De Guachini
Que está ruim - sem sal -

Tenho um 6, 4, 5
Me atiro na piscina
Encontro a Marlin Monroe lá no fundo
Pego a pulseira dela
Jogo longe
Termino de afogá-la
Me arrependo

Faço um churras de choriço
Vendo o cadáver
Meto respiração boca-aboca
Ressucito-a
Tiro a peruca dela
Pego pra mim
Gozo

Como Una 1/2 luna Uruguaya
Cato uma estrela
Vomito tudo
Durmo com o Dalai
Leio o horóscopo
Que diz:
Bye Bye Brazil


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ayer


Recorro los caminos
de tú corozón
Voy caminando
en su direción

Por lo siempre,
ayer

Yo ya no sabía
donde tú te vayas
Y cuando te aseste
ya no estabas malas

Por lo siempre
te busque
Por lo siempre
chamame,
ayer

Sí, perder
pero no volver!
Sí, perder
pero jamás volver!

las Malvinas
son nuestras,

Por lo simpre
te amare
Por lo siempre
chamame,
chamame

las Malvinas
son nuestras,
ayer


Lisandro.Mo.Bba

Deseo

Solo tu corazón caliente,
y nada más.

Mi paraíso un campo
sin ruiseñor
ni liras,
con un río discreto
y una fuentecilla.

Sin la espuela del viento
sobre la fronda,
ni la estella que quiere
ser hoja.

Una enorme luz
que fuera
luciérnaga
de otra,
en un campo de
miradas rotas.

Un reposo claro
y allí nuestros besos,
lunares sonoros
del eco,
se abrirían muy lejos.

Y tu corazon caliente,
nada más.

Federico García Lorca

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Textos abstratos sobre objetos concretos

Um pêndulo na sua constante e ininterrupta jornada de ir de um ponto ao outro a contar o tempo pode entender que um caleidoscópio é um objeto de função inútil? Afinal de contas, pra que serve um caleidoscópio, senão para enterter os olhos e fazer girar a imaginação? Um objeto que ignora o tempo, ora essas. Um caleidoscópio é um objeto de arte.
...

Uma pedra, olha ali, uma pedra: imóvel, dura, fria, moldada pela água e pelo vento. Uma pedra é sábia porque sabe esperar o tempo chegar nela. Uma pedra sabe que seu destino é pó. Uma pedra só espera, por isso é uma pedra.

Cris Cubas

domingo, 1 de novembro de 2009

ENCONTRAR-SE


Encontrar-se

É identificar-se através das circunstâncias

É saber aonde não se está,

E continuar andando sem perder as esperanças

Uma incansável procura por diferentes cenários.

Abertura da alma

Misturas de cheiros

Movimentos de danças

Descobertas sonoras

Cores infindáveis

Pensamentos libertos

Palavras nunca antes ditas

Curiosas fantasias.

É um não ter medo do estranho

É experimentar outros gostos

É olhar para rostos tortos,

E perceber que tortos são os nossos próprios olhos

É tocar no desconhecido,

E deixar que ele nos toque

É saber de onde veio,

Mas não ter pressa de saber para aonde vai

É um abaixar-se crescendo,

E a descoberta de novos poderes

Formas de se sentir

É um agir e reagir

É deixar-se permitir

É se perder

Um se perder ganhando

É perder-se por partes

E um se perder por inteiro

É um remontar-se.

Aline Pauli Mallmann