
FERNANDO SALDANHA + ZELITO - 01/09 - QUARTA - 21:30 - 512
Apareçam!!
O PALHAÇO
O circo está armado,
O espetáculo vai começar,
Em cartaz o espetáculo chamado vida!
Sentem-se Senhoras e Senhores,
Meninos e meninas,
Que o show vai começar.
No picadeiro o show é do palhaço
Que brinca,
Que ri,
Que conta piadas e histórias das mais divertidas
E que com suas graças faz a todos rir.
Cada número,
Cada ato do palhaço é mais um riso,
É mais uma graça.
A alegria a todos contagia,
E ao fim de cada número,
A multidão está em delírio
Imersa em risos e alegria.
A cada nova cidade,
A cada novo palco
Lá vai ele mais uma vez,
Com a cara pintada,
Com as roupas coloridas
Levar alegria.
Mas o que todos não percebem
É que por trás de tanta graça
Ele se esconde,
Ele esconde seus problemas.
No fundo aquele que transmite tanta alegria
É uma pessoa triste, sozinha
Que precisa estar no centro do picadeiro
Que precisa de todos os aplausos
Para não se sentir vazia.
Cuidado, o que se vê pode não ser, será?
Paula Türck
Coletivo Andrógina Cultural apresenta: Nandico, Renato Muller, Gui Almeida e Zelito.
Violão e violino... Gaita e guitarra... Junção de quatro parceiros para apresentação de suas composições autorais, além de clássicos da música brasileira e regional gaúcha.
Esperamos a presença dos amigos!
Ta feito o convite!
Onde: Mr. Dam – Rua José do Patrocínio, 824
Quando: Quinta-feira (05/08)
Hora: 22:30
Quanto: R$6,00
Para conferir o trabalho de cada um dos músicos:
www.myspace.com/zelitovitaminaz
www.fernandosaldanha.blogspot.com
Um abraço!
Gargalha, gargalho!!
Numa noite cinzenta,
Ninguém gargalha.
Eu, galo:
Gargalho.
...
Furquilha!!
Não entendeu?
Pega a bola no fundo da rede
E bota no meio-campo
...
Eu amo os meus amigos
Eduardo Silva/Pablo Gonçalves/Murilo Nunes

Bebemos um chá e divago sobre minha vida.
Era o auge do verão na noite em que te conheci
Sobressaltado de uma mágoa me cortava o peito
Teus olhos jovens de mulher me incitavam
Lembro da tarde quente em que calaste meu passado com teus beijos
E então se fez outono sobre os nossos corpos
E com ele nosso amor nasceu
E tudo o que viríamos a ser depois.
Te ofereço um chá se me falar dos teus amores
Cles Lachmann
A força que me chama para brincar,
Eu vim a esse mundo para pular,
Saltar,
Voar…
A superfície só serve se for para andar:
De pés descalços na areia,
Na grana,
No palco,
Em qualquer lugar…
Ir…
Eu nasci para ir…
Além da realidade,
Do infinito e do sonho.
E mais uma vez voar,
Um vôo só,
Porém livre,
Alto…
De cima, preparo o salto
Inclino o pescoço e mergulho
No mar,
No fundo e nas profundezas do infinito
Fico imersa de água
Ainda estou livre,
Um mergulho só,
Porém profundo,
Intenso e vivo…
Juliana Chaves
Pânico na casa, o matadouro,
escondam-se!
Ah..., tu com o nome preciso...
minha apreensão contrai, nos trai
O olhar ambíguo, de semblante
assustado, assustado.
Chego a pensar que acredito
E sentes que foi..., sentes
... onde... derramados
Estamos no mar? Navegamos no ar...,
Mas é terra. A madeira vermelha!
Quero a parte da alma,
o sentimento de amparo
em teus braços.
Nossos pés se olham.
a prova disso:
Senti-me possível de sobreviver.
Quero a vida! Quero a vida!
Em carne.
Paro por instantes... Paro...
Os pulos no peito não! A batida
arranca do corpo um alto salto.
Enquanto a todo tempo que passa,
quem eu sou , cada vez mais surge
junto com o sorriso. Ela olha o espelho.
E nem todos querem ver...a voz baixa
Quanto a tudo:
Olhos e olhos!
É aí que as forças surgem,
ao reflexo da divina Hipnos.
Não o vejo inteiramente, em sangue
brindo o espelho quebrado com
as mãos em flecha que fizeram dele
um simples caco reluzente.
Tua face de vidro arde, e a lua desfigurada
transforma tudo em silêncio.
Transforma em silêncio...
Em silêncio.
Paola Mallmann
Con un horizonte abierto