O Livretu é um...

Minha foto
Porto Alegre, RS, Brazil
Blog dedicado à livre literatura. Poemas, contos, crônicas, músicas, palavras ao vento... e o que te fizeres viajar pela imaginação. O LIVRETU é livre, e surgiu da idéia de alguns amigos dividirem suas produções, delírios, sonhos, alegrias e letras. Envia tuas composições também! Faça parte dessa grande esfera literária. É livre. E como fala nosso grande Drummond: Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida. Envia para livre_tu@hotmail.com tuas idéias. O blog já fez 2 anos e comemora com uma mini-edição impressa e uma confraternização de artes, o ORGIARTE, ambos indo para a sétima edição.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Amar é mudar
a alma de casa.
Mario quintana
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
A noite foi embora
lá no fundo do varal
esqueceu a lua cheia
pendurada no varal.
Dizem que eu finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginaginação.
Mas que vou dizer da poesia?
O que vou dizer destas nuvens, deste céu?
Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo
e nada mais.
A palavra jardim é plena
de flores, folhas, cheiros, formas e cores.
Na palavra jardim,
há risos e vozes de gente e de pássaros.
Há gosto de festa,
brincadeiras de criança,
e uma deliciosa e oculta magia
na mímica dos namorados.
Uma palavra morre
Quando é dita -
Dir-se-ia -
Pois eu digo
Que ela nasce
Nessse dia
Todos os dias deveríamos
ler um bom poema,
ouvir uma linda canção,
contemplar um belo quadro
e dizer algumas palavras bonitas.
Tenho em mim
todos os sonhos
do mundo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Partida bêbada:

Com um ato isolado me abandonas
Como uns gatos me passam as horas,
Desajustados.

Olho tão triste o relógio de ponteiros quebrados
E sempre as horas são duas duplas iguais,
Faço um pedido, tu.

Em minha frente nada, e angustiada a angústia cresce
revelo...giros do lápis sob o papel pequeno e branco,
Como um guardanapo de bar!
Nesse bar a imaginação senta vermelha
Para pedir um gole à mais do teu conhaque envelhecido.

Ainda penso no mundo, vivo mil realidades...
Em acordá-lo num beijo único, molhado
de tão crua verdade, e último.

Canso porque estou no fim e a garganta se torna seca!
Imagens que apenas assombram teimosas... o peito.
Cada um dos dedos caem para o lado, instantânea morte.

O mundo tem um cheiro cruel, encontro doenças da solidão
deslizo pelo corrimão do mapa geográfico alugado.
Só um vento e adivinho: tu não vai querer ouvir ao lamento.


Paola.

nada como a páscoa

Carnaval, ah Carnaval
Porque levas meus amigos daqui?
Carnaval meu querido
Porque esvazias esta cidade?
E, agora, quando saio na rua
só vejo fantasmas...
Me resta apenas
falar com as pombas,
que são fiéis à cidade e a mim
E se não as encontrar hoje,
simplemente falarei sozinho,
Escutando ao fundo
o som do repinique
E imaginando o carnaval
passar ao meu lado
Fingirei estar alegre e feliz,
comprarei confetes e bichiguinhas
E no útimo dia, no enterro dos ossos,
rumarei para a rodoviária
E receberei com festa a chegada...
...de todos nós
Bba

terça-feira, 1 de março de 2011

Blasfêmia

Deus seguidamente
escreve sem sentido
e
eventualmente
com garranchos.
João, 23 anos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Antologia do Gato Siamês


o ladrão diz: me chamam de Gato
o bonitão fala: eu sou um Gato
o supersticioso alerta: olha o Gato preto
o churraquinho grita: eu sou de Gato

o malandro afirma: fiz um Gato lá em casa

o garanhão mexe: que rica Gatinha

o garçom pergunta: um Petit Gateau
?
o artista exibe: O Pulo do Gato (óleo sobre tela)
Roberto canta: eu sou o negro Gato
o japonês reclama: o meu é de Gato

o Gato Siamês se acha: miau!

BruMo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

orelha


Sempre que começamos um livro,
terminamos outro.



bba

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A B C!!!

No dia "D"
Na hora "H"
Quando achava ter encontrado o ponto "G"
Descobriu que esse não era o "X" da questão.....
e agora Mr. "M"?

Tosco Gonçalves

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A GRANDE DESCOBERTA

DESCOBRI
UM DOS GRANDES ERROS
QUE COMETI DURANTE TODA A MINHA VIDA:

SEMPRE QUE ENCONTREI UM GATO
EXIGI DELE COISAS
QUE APENAS UM CACHORRO
CONSEGUE FAZER.



bbA

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Vôo da Rosa


Resumo de um conto que relata a experiência de uma flor que vivia fixada no jardim de um prédio e agora experimenta a sensação de voar.
____________________________________________________________________________________
Volto a desviar dos olhares nas ruas escuras. Olhares que me pedem um botão a mais, gritos que me exigem um a menos. Mas sou levada pelo vento, na escuridão, e a única luz que tenho trago dentro de mim. Escrevo estes versos para não deixá-la apagar, pois ele é forte e está soprando contra. Às vezes, o vento que vinha das bocas era tão forte que chegava a arrancar pétalas do jardim do prédio onde eu vivia, até que me arranquei inteira e agora pairo no ar. Não tenho saudade do jardim enclausurado, mas aos poucos a idéia das grades me ensinaram a falsa sensação de proteção. Hoje vejo que me poupavam desta liberdade esvoaçante, também falsa pois o vento ainda decide o caminho. Ele me leva para lá e para cá, principalmente sobre a luz do sol, quando andamos em harmonia. Se me comporto mal ele se enfurece, transforma-se em milhões de vozes que tecem comentários maliciosos a meu respeito, em voz alta. Pensa que não posso ouvir, mas sabe que tenho uma sensibilidade aguçada. Já percebi que nestes casos, o melhor a fazer é fingir. Quando está de bom humor ele é manso, quer que eu me movimente suavemente e às vezes me pede para dançar para ele, exigindo impiedoso que eu seja forte ao mesmo tempo, e que crie raízes aqui e alí, limitando-me ao seu campo de visão. Aprendi a lidar com o vento, embora ainda caia de vez em quando e bata com as pétalas no chão, tendo que levantar em seguida para mas um vôo. Conhecí algumas técnicas de desvio, e às vezes visito alguns jardins repletos de crianças e flores sábias que me ensinaram a ir em busca do campo. Caso contrário, dizem, o vento nos arrastará pelas estradas de concreto até virarmos apenas caule, espinhento e repulsivo para ele que, decepcionado, não vai mais querer nos conduzir.


Morgana Rech

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

mazembe

mazembe
mazola
mazinho
mansinho
mazone
mazidi
macananudo
mazira
mazica
mazbola
mazebra
mazembre
matambre
mazemática
maizena
mazquepena
vamo mazembe
levanta essa taça
e enche de orgulho
esse povo tricolor

terça-feira, 7 de dezembro de 2010



Você tem sede de que?

Libertar-se através da cena, da música, das
imagens criadas e resgatadas pelo foco da
arte, recortes de dança e de literatura, é
possível beber tudo isso em uma só noite
festejando a verdadeira orgia artística. O
coletivo Androgina promove a 8° edição do
projeto ORGIARTE, evento pautado no
encontro do público com novas visões de
mundo através da manifestação e
celebração da cultura, reunindo a música, o
teatro, a dança, as artes visuais, a literatura,
e a festa!! O 4NDROG1N4 CULTURAL é um
coletivo interdisciplinar que acredita na arte
como instrumento de transformação.


Nesta edição:
Música:
Os Jardineiros
Sarau Beatles
Dança:
Flamenco – Ana Flor, Luana e Valéria
Fotografia:
Murilo Nunes e Isadora Fagundes - "Gamboa"
Marcelo Duarte - Peru - pelos caminhos de Pachamama
Artes Plásticas:
Ananda Kuhn - "Estruturas Espaciais Urbanas"
Rodrigo Pecci - "Gravuras em Metal"
Fábio Fagundes
Jéssica Silva de Oliveira
Teatro:
Jairo Klein - Eu, Pessoa e os outros eus
Poesia:
Livretu 8
DJ
Daison

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eufêmero

Nada é eterno tudo é efêmero,
simples palavras, trocadilhos,
mas uma mensagem
muito mais complexa
que poderemos imaginar.
Pois no fim só conta isto
tudo e nada, nada e tudo,
eterno ou efêmero.




Fábio Fagundes

sábado, 4 de dezembro de 2010

Contraste


Escuro mais claro, preto mais branco
A lua, em vão, tenta impor sua imponência
Mas o paredão de nuvens apenas subjuga
Sua presença ao contraste construído

Inverno mais verão, aquele sentimento resguardado
Momentos de solidão em retratos do passado
Antes necessários, agora pura coincidência
Mesmo que em toda reincidência resida um pouco de fuga


Francisco Molina Bom

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu Palíndromo!?

Querendo chegar a ROMA

Indo de frente pra traz

...

De traz pra frente

Cheguei ao AMOR.

Pablo Oliveira Gonçalves

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O achar

Acho que hoje acertei!
Mas... De tantos acertos destes
Acabei aqui, assim,
por já nem achar nada
de coisa alguma que achassem de mim.

Achei que tinha escolhido e perdido
Achei que haviam pensado em meu lugar
Mas e agora?
Agora que penso que acho, e acho que existo?
Agora que sinto...
Eu quase não chego a pensar
quando penso em achar.

O achar sempre foi o perder-se em mim
Ou perder-se de mim
Já nem diferença faço achar
Achei tanto, e tudo!
E tantas coisas...
Que hoje me acho tudo em nada

... Quando procurei por mim
Lá estávamos nós
Tu e eu
Tremendo doces de madrugada.



Morgana Rech
Palpita
No meu peito
Pulsante
Pulsantes
Pulsações
Palpitantes


Moysés Crespo

domingo, 21 de novembro de 2010

Um Canto à Mãe

Ave Maria
Olhai por nós, aqui

Iluminai o nosso caminho
Que Deus nos deu
Para trilhar

Existirá um tempo
Em que o sol parece
Nào brilhar

Mas haverá o vento
Que me levará
A ti, Ave Maria

Olhai por nós, aqui!

bbaramburu