O Livretu é um...

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Porto Alegre, RS, Brazil
Blog dedicado à livre literatura. Poemas, contos, crônicas, músicas, palavras ao vento... e o que te fizeres viajar pela imaginação. O LIVRETU é livre, e surgiu da idéia de alguns amigos dividirem suas produções, delírios, sonhos, alegrias e letras. Envia tuas composições também! Faça parte dessa grande esfera literária. É livre. E como fala nosso grande Drummond: Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida. Envia para livre_tu@hotmail.com tuas idéias. O blog já fez 2 anos e comemora com uma mini-edição impressa e uma confraternização de artes, o ORGIARTE, ambos indo para a sétima edição.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Libertação

Queria tanto me salvar,

gritar pra eu voltar,

mas não consigo nem tentar.



Como se minhas pernas tivessem amarradas,

totalmente imobilizada,

não restando o que falar.



Só sei que preciso retomar,

parar de sonhar e

começar a me amar.



Não sei nem explicar o que há,

Meu peito começa a vibrar e a realidade se resume a um olhar,

Quero voltar!



Os minutos começam a passar mais lentos

Tudo é tomado de um brilho e de um bem estar, que para entender,

Só estando lá...



Vive-se um mundo a cada noite.

Gestos e olhares que nunca poderão ser traduzidos em palavras,

O fato é que eu preciso ser acordada!

Balançada! Arrancada! Antes da próxima tombada!

Forno... vive alegre

Sol do meio dia
Calçadas fritando
Asfalto quebrando
E o corpo suando.

Ando pelas ruas
Nuas de árvores
Secas de gente
E cruas de vida
Querem meu sangue
Mas não darei nem ida
Ao fogo quente das avenidas.

K.L.M.
No calor da madrugada de 26/01 às 2:00.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mirada 2

A mulher bem que tentou.
Não conseguiu,
mas bem que gritou,
bem que bateu.

A mulher, batendo
bem que morreu,
mas não conseguiu,
bem que voltou.

Tentou não gritar,
não bater, não falar.
Bem que ela tentou
não se desesperar,

mas ainda não conseguiu.

A mulher tanto fez,
tanto faz,
que tanto bem fez
que enfim foi ganhar



Alguns horários na agenda,


dois beijos bem dados,


poucas roupas, mãos e bocas


para passar-lhe carinhosamente


na perna.






Morgana

sábado, 9 de abril de 2011

canção para ninar

contra cheque

assina o ponto

acorda cedo

e faz a barba


não te atrasa

sinalera

abre email

e não reclama


operari

pela causa

justa causa

demitido?


chefezinho

mala véia

cafézinho

na barriga


paga a conta

lava o rabo

atira fora

o evengelho?


não te estressa

não te apicha

não te entrega

e aceita


tô fudido

e mal pago

tô fudido

e não reclamo


abre alas

na sarjeta

num boteco

numa escola


desde a infância

já sabias

que a vida

era assim


seja sonho

ou bolinho

realidade

com mumu


desde sempre

até sempre

nada nunca

me preocupa


nada nunca

até hoje

desde sempre

é assim


tanto bate

até que morre

desde sempre

quiz assim


nunca antes

tanto perto

e mais perto

pela morte


sempre antes

do que perto

pela vida

um tanto assim


tanto vida

até que bate

um tanto só

até que enfim.




hey Borba

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Enigma do Jornal Hoje

Tudo bem, Jornal Hoje. Já entendemos que o Rio Grande do Sul está virando um lamaçal, e muitas casinhas tem ido por água abaixo diariamente. O que tem de errado com essas águas, afinal? Por que tanta raiva? Riozinho, riozão, Santa Chuva, Sr. Açude, por que cobres de umidade a humildade de quem gosta de ti? Tudo bem Jornal Hoje, já entendemos, e não precisa colocar aí de novo essa senhora de cabelos arrepiados dizendo que perdeu tudo, e que sem se aguentar, derruba lágrimas contidas no final de seu momento de fama. Não precisamos? Será? Já começo a considerar uma espécie de perversão coletiva essa coisa toda. Porque tenho duas hipóteses pra essa enxurrada. Quero falar da mais óbvia, mais manjada, mais falada e ignorada: a revolta da natureza contra o desprezo do homem, o preço da devastação egocêntrica do ser humano, etc etc. Cobrando justamente de quem não tem nada a ver com isso. Muito pelo contrário, na verdade o que se vê aqui é que ela só tem cobrado de quem ainda sabe se contentar com "pouco". E daí a notícia da televisão aparece subliminar e perversa: "Isso, morram afogados, desabrigados, mas trabalhando por nós". E o mais louco é que ainda nos fazem sentir culpados, estranhos, pensando: "Santo Deus, ainda bem que a minha zona é bem alta e eu estou seguro!" Ok, Jornal Hoje, já entendemos tudo. Mas precisa mesmo das lágrimas dessa pobre senhora? Ah, ela vai ganhar alguma ajuda da Santa Mídia, é claro. E vocês também! Porque a nossa ajuda ajuda vocês a ter mais notícias como essa - paralisadora dos cidadãos - amanhã e depois de amanhã, o que não vai ajudar em absolutamente nada. Só a formar mais seres catatônicos. Rá! Descobri o enigma! Hum.. Tarde demais, lá vem eles, com receita de bolo fofinho de maçã... Ah, Jornal Hoje... Tu és uma mãe narcísica e castradora! Mo

quarta-feira, 23 de março de 2011

O umbigo,
Levemente sujo
de fiapos da blusa nova,
Olha para a boca fechada e diz:

"Fala boquinha, fala...
abre-te nem que seja
para falar mau de mim.
Senão perderás tua essência
e tua utilidade...
e certamente te mandarão pastar."


Beto Borba

domingo, 20 de março de 2011

"Persegue várias lebres ao mesmo tempo e ficarás sem senhuma".

Piotr Pietróvitch


(Dostoiévski - Crime e Castigo)

Cavalete de Esperanças


Lua leve e branca,
Leva de mim o escuro
Lua suave e redonda.

Lua vermelha
Não há mais cinza
Em tuas entranhas.
Agora pintas o céu
Sorrateira e risonha.

Vem Lua, vem me acordar
Tu estás tão clara, tão branca
Vem me ensinar a pintar
Como em cadernos de crianças.

Tu que és tão imensa, Lua
Que às vezes me assusta de amarelo
Vem colorir o meu singelo
Cavalete de esperanças.

Não Lua, não vá
Assim tão rapidamente
Levas a noite contigo
E agora somes no limbo
Poderosa e insolente.

Lua, fica.
Tu estás ficando transparente
E nem me contaste ainda
O motivo deste verde.

Ensina-me, por fim
A sumir em teu azul
E delicadamente deixar o dia

Ensina-me viver feliz, Lua
Assim tão longe da alegria.


Morgana Rech

quinta-feira, 17 de março de 2011

monotonamente feliz

- Oi!
- Oi!
- Tudo bem?
- Tudo bem.
- Como é que tá?
- Tudo certo,e tu?
- Tudo bem!
- Tudo bem?
- Tudo certo!
- E como vão as coisas?
- Tudo bem, e tu?
- Tudo certo!
- Tudo certo?
- Sim, tudo bem.
- E no mais? Como é que andas?
- Tudo certo e contigo?
- Tudo tranquilo.
- Tudo tranquilo?
- Sim, tudo bem...
- Ah, tá...que bom então!
- Pois é, comigo realmente vai tudo bem e me pareces que contigo também, não?
- Sim, tudo bem. Aliás, vai tudo muito bem obrigado.
- Comigo também, creio que se melhorar estraga!
- Que bom então...
- Entaõ tá, tenho que ir...
- Bom então só posso te desejar um pouquinho de felicidade!
- Felicidade? Ah, muito obrigada, faz anos que não a vejo.
- Como assim???
- Simplesmente nunca vi a felicidade!
- Mas dissestes para mim que estava tudo bem!
- Sim, está tudo bem, mas...
- Mas o que, então não és feliz?
- Sim não sou feliz, pois nunca senti a felicidade.
- E como dizes que está tudo bem?
- Para mim está! E é justamante a carência de felicidade que me deixa feliz.
- Porque???
- Assim como nunca a tive, não sinto sua falta...
- Mas...
- E por não sentir sua falta, nada reclamo da vida e tudo que vier, vem bem!
- Hum... isso é alguma seita religiosa?
- Não, é apenas a maneira como eu me adaptei a vida.
- E se sentes bem assim?
- Sim, nada tenho a reclamar.
- Se é assim então tudo bem.
- Ok, tudo bem.
- Sim, tudo certo!
- Mas só uma coisa.
- O que?
- Sabe a felicidade que me desejaste?
- Sim.
- Gostaria de reoferecê-la a ti!
- Mas porque?
- Creio que fará melhor uso dela. Tens um rosto de quem é viciado em felicidade.
- O que?
- Sim, e acho que nem toda a felicidade do mundo não o fará feliz.
- Como?
- Calma, eu tenho que ir e foi um prazer ter conversado contigo!
- Eu...
- E por mais que não te satisfaça com a parcela de felicidade que Deus te deu, não se esqueça que nem tudo é felicidade, e que na verdade não podemos viver sem o mínimo de tristeza! Tchau!
- ...


bbA

quarta-feira, 16 de março de 2011

Fosse rio
abraçaria o mar.
Fosse mar
abraçaria o ar.
Fosse ar
abraçaria o fogo.
Seria então todo.
Amar é mudar
a alma de casa.
Mario quintana
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
A noite foi embora
lá no fundo do varal
esqueceu a lua cheia
pendurada no varal.
Dizem que eu finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginaginação.
Mas que vou dizer da poesia?
O que vou dizer destas nuvens, deste céu?
Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo
e nada mais.
A palavra jardim é plena
de flores, folhas, cheiros, formas e cores.
Na palavra jardim,
há risos e vozes de gente e de pássaros.
Há gosto de festa,
brincadeiras de criança,
e uma deliciosa e oculta magia
na mímica dos namorados.
Uma palavra morre
Quando é dita -
Dir-se-ia -
Pois eu digo
Que ela nasce
Nessse dia
Todos os dias deveríamos
ler um bom poema,
ouvir uma linda canção,
contemplar um belo quadro
e dizer algumas palavras bonitas.
Tenho em mim
todos os sonhos
do mundo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Partida bêbada:

Com um ato isolado me abandonas
Como uns gatos me passam as horas,
Desajustados.

Olho tão triste o relógio de ponteiros quebrados
E sempre as horas são duas duplas iguais,
Faço um pedido, tu.

Em minha frente nada, e angustiada a angústia cresce
revelo...giros do lápis sob o papel pequeno e branco,
Como um guardanapo de bar!
Nesse bar a imaginação senta vermelha
Para pedir um gole à mais do teu conhaque envelhecido.

Ainda penso no mundo, vivo mil realidades...
Em acordá-lo num beijo único, molhado
de tão crua verdade, e último.

Canso porque estou no fim e a garganta se torna seca!
Imagens que apenas assombram teimosas... o peito.
Cada um dos dedos caem para o lado, instantânea morte.

O mundo tem um cheiro cruel, encontro doenças da solidão
deslizo pelo corrimão do mapa geográfico alugado.
Só um vento e adivinho: tu não vai querer ouvir ao lamento.


Paola.

nada como a páscoa

Carnaval, ah Carnaval
Porque levas meus amigos daqui?
Carnaval meu querido
Porque esvazias esta cidade?
E, agora, quando saio na rua
só vejo fantasmas...
Me resta apenas
falar com as pombas,
que são fiéis à cidade e a mim
E se não as encontrar hoje,
simplemente falarei sozinho,
Escutando ao fundo
o som do repinique
E imaginando o carnaval
passar ao meu lado
Fingirei estar alegre e feliz,
comprarei confetes e bichiguinhas
E no útimo dia, no enterro dos ossos,
rumarei para a rodoviária
E receberei com festa a chegada...
...de todos nós
Bba

terça-feira, 1 de março de 2011

Blasfêmia

Deus seguidamente
escreve sem sentido
e
eventualmente
com garranchos.
João, 23 anos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Antologia do Gato Siamês


o ladrão diz: me chamam de Gato
o bonitão fala: eu sou um Gato
o supersticioso alerta: olha o Gato preto
o churraquinho grita: eu sou de Gato

o malandro afirma: fiz um Gato lá em casa

o garanhão mexe: que rica Gatinha

o garçom pergunta: um Petit Gateau
?
o artista exibe: O Pulo do Gato (óleo sobre tela)
Roberto canta: eu sou o negro Gato
o japonês reclama: o meu é de Gato

o Gato Siamês se acha: miau!

BruMo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

orelha


Sempre que começamos um livro,
terminamos outro.



bba

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A B C!!!

No dia "D"
Na hora "H"
Quando achava ter encontrado o ponto "G"
Descobriu que esse não era o "X" da questão.....
e agora Mr. "M"?

Tosco Gonçalves