O Livretu é um...
- Livretu
- Porto Alegre, RS, Brazil
- Blog dedicado à livre literatura. Poemas, contos, crônicas, músicas, palavras ao vento... e o que te fizeres viajar pela imaginação. O LIVRETU é livre, e surgiu da idéia de alguns amigos dividirem suas produções, delírios, sonhos, alegrias e letras. Envia tuas composições também! Faça parte dessa grande esfera literária. É livre. E como fala nosso grande Drummond: Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida. Envia para livre_tu@hotmail.com tuas idéias. O blog já fez 2 anos e comemora com uma mini-edição impressa e uma confraternização de artes, o ORGIARTE, ambos indo para a sétima edição.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Que bigodinho hein mano!!!

Para encontrar...comigo mesmo
Ao tocar, lá embaixo, a sua pele
Satisfaço meu desejo
Sinto que a alma não tem fundo
Lembro o gosto do teu beijo
Dentro de toda essa água
Pareço estar em meu caixão
Com uma leve diferença
De ainda poder pensar em vão
E num momento de miragem
Que faz coçar os cotovelo
Esvazio esta barragem
Com um gole de camelo
E, se piscina sem água
não é piscina
Pessoa sem alma
não seria poeta...imagina!
Seria apenas
Fernando
"Astro silencioso, dôce lua vagabunda de leves raios prateados, digna-te, pela ultima vez, lançar um piedoso olhar sobre minhas dôres!... Tantas vezes tens alumiado as minhas vigilias curvado para esta escrivaninha. Então, eu via a tua luz, melancolica amiga, derramar-se sobre as brancas fôlhas dos livros abertos e os montes informes de papeis empilhados. Porque não posso eu, à tua suave claridade, subir altas montanhas, errar pelas cavernas em companhia dos espíritos, dansar sobre a herva pallida dos prados, esquecer todas as miserias da sciencia e rejuvenecer, banhando-me na frescura do orvalho que dimana de ti!"
Johann Wolfgang von Goethe
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
"verum", pero no mucho
vi tudo e realmente havia muita vida louca naquele lugar.
Uma absoluta reação de sentimentos e movimentos
que se entrelaçavam avançando em direção contrária
ao que se pode chamar "Amor Selvagem"... e não que isto
pareça a mais pura verdade, mas eu vi.
E cada vez que me aproximava mais desses seres
elouquentes e sanguinários percebia o brilho
intenso em seus olhos estalados - que não eram 2
e sim 7 e meio - grandes, intensos, brilhosos, molhados;
que pareciam dizer para onde aponta o norte
da morte dos maiores dos vulcões... e não que isto
pareça verdade, mas tinha todas as características de ser.
E no meio dessa loucura dos sentidos,
bem no alto de uma colina, trepada em uma
araucária cabeluda, havia uma femmea fatale
totalmente nua e suada... acariciando o caule
da grande árvore com a mão direita, os seios com a
esquerda e quase que pairando no ar,
a vegetariana chorava de puro prazer...
vi, ouvi, senti e ainda por cima é verdade
domingo, 8 de novembro de 2009
Uma noite em Capão Novo

Vou pra lua
Caminho 130 passos
Encontro um churrasco
De Guachini
Que está ruim - sem sal -
Me atiro na piscina
Encontro a Marlin Monroe lá no fundo
Pego a pulseira dela
Jogo longe
Termino de afogá-la
Me arrependo
Faço um churras de choriço
Vendo o cadáver
Meto respiração boca-aboca
Ressucito-a
Tiro a peruca dela
Pego pra mim
Gozo
Cato uma estrela
Vomito tudo
Durmo com o Dalai
Leio o horóscopo
Que diz:
Bye Bye Brazil
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Ayer
de tú corozón
Voy caminando
en su direción
Por lo siempre,
ayer
Yo ya no sabía
donde tú te vayas
Y cuando te aseste
ya no estabas malas
Por lo siempre
te busque
Por lo siempre
chamame,
ayer
Sí, perder
pero no volver!
Sí, perder
pero jamás volver!
las Malvinas
son nuestras,
Por lo simpre
te amare
Por lo siempre
chamame,
chamame
las Malvinas
son nuestras,
ayer
Deseo
y nada más.
Mi paraíso un campo
sin ruiseñor
ni liras,
con un río discreto
y una fuentecilla.
Sin la espuela del viento
sobre la fronda,
ni la estella que quiere
ser hoja.
Una enorme luz
que fuera
luciérnaga
de otra,
en un campo de
miradas rotas.
Un reposo claro
y allí nuestros besos,
lunares sonoros
del eco,
se abrirían muy lejos.
Y tu corazon caliente,
nada más.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Textos abstratos sobre objetos concretos
...
Uma pedra, olha ali, uma pedra: imóvel, dura, fria, moldada pela água e pelo vento. Uma pedra é sábia porque sabe esperar o tempo chegar nela. Uma pedra sabe que seu destino é pó. Uma pedra só espera, por isso é uma pedra.
domingo, 1 de novembro de 2009
ENCONTRAR-SE
Encontrar-se
É identificar-se através das circunstâncias
É saber aonde não se está,
E continuar andando sem perder as esperanças
Uma incansável procura por diferentes cenários.
Abertura da alma
Misturas de cheiros
Movimentos de danças
Descobertas sonoras
Cores infindáveis
Pensamentos libertos
Palavras nunca antes ditas
Curiosas fantasias.
É um não ter medo do estranho
É experimentar outros gostos
É olhar para rostos tortos,
E perceber que tortos são os nossos próprios olhos
É tocar no desconhecido,
E deixar que ele nos toque
É saber de onde veio,
Mas não ter pressa de saber para aonde vai
É um abaixar-se crescendo,
E a descoberta de novos poderes
Formas de se sentir
É um agir e reagir
É deixar-se permitir
É se perder
Um se perder ganhando
É perder-se por partes
E um se perder por inteiro
É um remontar-se.
Aline Pauli Mallmannsegunda-feira, 26 de outubro de 2009
No Município do Alegrete os animais classificam-se em:

a) os que são do fazendeiro
b) touros e cavalos
c) os que só comem carne gorda
d) os da família Fagundes
e) os cuscos do bolicheiro
f) os que vão virar churrasco
g) galo véio e galo tito
h) os que sabem todo canto alegretense
i) desempregados
j) exilados em Uruguaiana
k) os que tomam banho de barragem
l) Hereford, Rutherford e Ford Mustang
m) Vaquinha leiteira e Vaquinha mimosa
n) os que veraneiam em Sidreira
o) os que de longe parecem insetos
p) os importados: camarão, lula, lagosta e peixe espada
q) os que mateiam de madrugada no inverno
r) os que sabem ler e escrever
s) congelados
t) os que usam bota e bombacha
u) tubarão, cangurus e outros vídeos
v) os caolhos
x) os que não entram em filas nem fazem empréstimos
z) os humanistas
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Liberdade de escolha
E foi assim
Que acabamos
Em lados opostos:
Enquanto você era o sim
Eu era o não
Você a água eu o fogo
O zero e um
A luz e a escuridão
Complementares sim
Mas eternamente
Divergentes.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O Retrato de Dorian Gray.
Oscar Wilde
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O QUE NÃO VIVE…
Nem o que não é!
O sofrimento é tão vivo…
…como a felicidade e a fé.
O que não vive não sabe sobre o que pensar
Na verdade, não pensa!
A imaginação é tão viva…
…que dá vida a cada dia que pretenda.
O que não vive não sabe o que dizer!
O que não vive não sabe o que fazer!
O que não vive…
…não sabe!
Muito menos sabe que não vive!
O que não vive é apenas um o quê
Às vezes, referimo-nos como coisa
Ou um aquilo, lembra?
Cai no esquecimento.
O que não vive…
… é como o nada!
E o nada está aí…
…para nos atirar em direção à morte
uma morte não sentida…
…porque o que não vive também não sente.
O que não vive…
…não vive.
…é um acontecimento sem ação.
Aline Pauli Mallmann
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
até a próxima!
O vento esbofeteia-me e acordo.
O mar puxa-me os cabelos e levanto.
A água bate em meus pés
e agora é preciso andar...
Eu sinto as cores de setembro
as flores querendo me fecundar!
Reúno-me aos fiéis parceiros:
Dona Angústia Abafada, Seu Ritmo Sem Dança, o Chuvisco e o Urubu Da Minha Janela.
Todos atentos ao meu aviso:
Caros amigos,
Tenho paciência, mas não espero...
É primavera...
Eu vou partir!
Ludmila Flores
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Desgosto
Aquelas pútridas revistas, pensava, o fitavam com escárnio. Ficavam lá esperando para serem lidas, e tinham absoluta certeza de que o seriam, por isso riam-se dele.
Sabiam, as malditas, que naqueles momentos de solidão não se havia mais absolutamente nada interessante a fazer.
Riam-se a ponto de humilhá-lo: sabiam que ele não resistiria folheá-las, mesmo tendo plena consciência da variedade incontável de coliformes fecais espalhados pelas páginas - desde os descaramentos da politicagem até as seções enfadonhas de variedades para patricinhas.
Era o que se tinha de mais cômodo àquele instante; detestava reconhecer que era informação adquirida puramente via goela abaixo.
E também achava categoricamente repugnante ter de umedecer o dedo na língua pra poder trocar de página. Porém só o percebia depois de já ter engolido.
Mariana Somariva
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vida: um salto para a morte
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Desenho de sons
Desenho-a com o lápis preto
Procurando sentir como se dá cada rabisco seu,
A adivinhação do mistério contido em cada risco
Ao contornar seus deslizes.
Uma letra enrola noutra letra,
Muitos símbolos e marcas no papel.
Atravessado pelas palavras,
Ah poesia,
Por sentir com toda a soma dos sons inaudíveis
O trânsito de nossas sementes
Uma lágrima que escorreu forte,
Deslizou por todos, de um rosto
E por teu dedo foi tocada,
Foi tocada.
Sons e quietudes então entram em cena
Atravessando os mesmos espaços
Por horas e horas a fio.
Foi tocada.
Oração que simplesmente acabou por transbordar nossos limites
Ao repetir algumas palavras sagradas
Ah Poesia!
Desenrolando letras estranhas e mágicas
Poesia,
Fui tocada.
Paola Mallmann
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Lições irrefutáveis de uma boca suja
Não sei ser breve,
Não sei ser reles,
Não sei ser pano quente
Sobre os fatos.
Eis a minha desgraça.
Há palavras cortadas
Nas cartas que escrevo.
Há palavras que eu engulo no seco.
Viva a minha mentira.
Me estendo na lama
E assim acho alguma luz.
E falo desnecessariamente a todos.
A minha prolixidade,
Absurdamente de infância,
Já não vai à escola.
Só sabe ser lama.
A crueldade das pessoas,
Esses meus colegas lamacentos,
Já não me arrancam lágrimas.
Hoje me rendem versos.
Confio na minha poesia
Com o mesmo afinco
Com que desconfio
Dos ouvidos atentos a ela.
É uma confusão, a minha poesia.
Morgana Rech 9/9
domingo, 13 de setembro de 2009
O macaco da vida
Sobre o céu claro feito de poeiras virgens
Eles percebem a dúvida lúcida que eles trazem em seus miolos,
mas não cansam de chutar um pulmão de tabaco
Os macacos seguem sendo medíocres
Cuspindo suas salivas ácidas do chiclete de cola
Peidam e cagam dinheiro pro mundo rasgar no pó
Esses macacos são feitos de chumbo,
pois trazem o peso de seus passados no rabo que lhes equilibra
São ociosos de tanto trabalharem suas matracas
E seguem vivos curtindo uma vida regada a copos sensíveis.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Algumas vezes...
Acordei sem eles
O quão real é minha imaginação?
O quão abstrato é minha vida?
Quando respostas
Não são suficientes
Ou perguntas
Incompletas
Tentar entender
Sem realmente sentir
Tentar sonhar
Sem ao menos dormir
Viver numa colorida e doce fantasia?
Ou
Existir numa cinza e fria realidade?
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Cobrando tributos emocionais
Vou te dar moratória
e dividir teus tributos,
em dívidas emocionais,
a cada falta um encargo pesado.
Já abri uma exceção, agora só terá coração
E a razão... fugirá do meu alcance.
Inverterei os valores,
e passarei ao fisco a cobrança.
Assim, me eximo com neutralidade
e só recebo o que mereço.
K.L.M.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Hospedeiro
precisa de mim bem vivo.
Se ele é, como dizem, um assassino,
que matou milhões de indivíduos,
é, antes disso, meu inquilino.
Precisa de mim bem vivo.
Ou seja, se eu morrer, ele vai comigo.
Ele sabe: matar-me seria suicídio.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
..uterviL..
Livreeu,
Livrenos,
Livrevós,
Livreeles, de todas suas angustias,
de todos os seus males, das maiores dores,
aos maiores medos.
Livre-és-tu ao imaginar a liberdade,
tão latente em teus olhos,
que não liberta-se, simplesmente,
deixa escorrer a lágrima enclausurada na masmorra de teu coração.
Liberte-se,
Livre-se,
Livretu.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
galo velho barreiro

orgia
livre orgia
orgiamente livre
livre de qualquer... orgiamente livre
livre-se
do
livreto e
do
livretu e
do
livre.arbítrio
livrezinho.livreco
ligaremos. limparemos.
livremos.libertemos
livrozinho.ligadaço
liberdade:
li o que eu li
e li o que quero ler
"leberdade":
li o que quero ser
e li o que tenho que ler
lealdade:
li o quero parecer
e li tudo de que quero ser livre
limo:
li tudo de que quero ser livre
e que venha a ser livre quando o queira,
e sempre!
livre da liberdade de tentar ser livre,
simplesmente,
porque queria ser!
(livre ou não)
da leberdade francesa
da leberdade spanhola
da leberdade eurocêntrica
da lerbedade simbólica
sim, ler...ber...
lerberdade meu senhor!!!
lerberdade meu amor
e não liberdade
isto não!
isto-nunca
isto nunca mais
isto nunca jamais
isto nunca jamiroquais
simplesmente ler_ber_dade
é isto que quero
simplesmente ser,
representar
e realmente enxergar
o que vem
em frente a toda essa
mortos nas covas!
necessidade: despresiva!
esperança: ignorada!
fim!
sim!
é o começo do fim!
assim,
que vamos!
bem de vagarim!
ao passos de tartaruguim!
sem querer,
meio que se retirandim!
me vou
adeus

