domingo, 8 de novembro de 2009

Uma noite em Capão Novo


Sou um coringa
Vou pra lua
Caminho 130 passos
Encontro um churrasco
De Guachini
Que está ruim - sem sal -

Tenho um 6, 4, 5
Me atiro na piscina
Encontro a Marlin Monroe lá no fundo
Pego a pulseira dela
Jogo longe
Termino de afogá-la
Me arrependo

Faço um churras de choriço
Vendo o cadáver
Meto respiração boca-aboca
Ressucito-a
Tiro a peruca dela
Pego pra mim
Gozo

Como Una 1/2 luna Uruguaya
Cato uma estrela
Vomito tudo
Durmo com o Dalai
Leio o horóscopo
Que diz:
Bye Bye Brazil


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ayer


Recorro los caminos
de tú corozón
Voy caminando
en su direción

Por lo siempre,
ayer

Yo ya no sabía
donde tú te vayas
Y cuando te aseste
ya no estabas malas

Por lo siempre
te busque
Por lo siempre
chamame,
ayer

Sí, perder
pero no volver!
Sí, perder
pero jamás volver!

las Malvinas
son nuestras,

Por lo simpre
te amare
Por lo siempre
chamame,
chamame

las Malvinas
son nuestras,
ayer


Lisandro.Mo.Bba

Deseo

Solo tu corazón caliente,
y nada más.

Mi paraíso un campo
sin ruiseñor
ni liras,
con un río discreto
y una fuentecilla.

Sin la espuela del viento
sobre la fronda,
ni la estella que quiere
ser hoja.

Una enorme luz
que fuera
luciérnaga
de otra,
en un campo de
miradas rotas.

Un reposo claro
y allí nuestros besos,
lunares sonoros
del eco,
se abrirían muy lejos.

Y tu corazon caliente,
nada más.

Federico García Lorca

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Textos abstratos sobre objetos concretos

Um pêndulo na sua constante e ininterrupta jornada de ir de um ponto ao outro a contar o tempo pode entender que um caleidoscópio é um objeto de função inútil? Afinal de contas, pra que serve um caleidoscópio, senão para enterter os olhos e fazer girar a imaginação? Um objeto que ignora o tempo, ora essas. Um caleidoscópio é um objeto de arte.
...

Uma pedra, olha ali, uma pedra: imóvel, dura, fria, moldada pela água e pelo vento. Uma pedra é sábia porque sabe esperar o tempo chegar nela. Uma pedra sabe que seu destino é pó. Uma pedra só espera, por isso é uma pedra.

Cris Cubas

domingo, 1 de novembro de 2009

ENCONTRAR-SE


Encontrar-se

É identificar-se através das circunstâncias

É saber aonde não se está,

E continuar andando sem perder as esperanças

Uma incansável procura por diferentes cenários.

Abertura da alma

Misturas de cheiros

Movimentos de danças

Descobertas sonoras

Cores infindáveis

Pensamentos libertos

Palavras nunca antes ditas

Curiosas fantasias.

É um não ter medo do estranho

É experimentar outros gostos

É olhar para rostos tortos,

E perceber que tortos são os nossos próprios olhos

É tocar no desconhecido,

E deixar que ele nos toque

É saber de onde veio,

Mas não ter pressa de saber para aonde vai

É um abaixar-se crescendo,

E a descoberta de novos poderes

Formas de se sentir

É um agir e reagir

É deixar-se permitir

É se perder

Um se perder ganhando

É perder-se por partes

E um se perder por inteiro

É um remontar-se.

Aline Pauli Mallmann

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

No Município do Alegrete os animais classificam-se em:


a) os que são do fazendeiro
b) touros e cavalos

c) os que só comem carne gorda

d) os da família Fagundes

e) os cuscos do bolicheiro

f) os que vão virar churrasco
g) galo véio e galo tito

h) os que sabem todo canto alegretense

i) desempregados

j) exilados em Uruguaiana

k) os que tomam banho de barragem

l) Hereford, Rutherford e Ford Mustang

m) Vaquinha leiteira e Vaquinha mimosa

n) os que veraneiam em Sidreira

o) os que de longe parecem insetos

p) os importados: camarão, lula, lagosta e peixe espada

q) os que mateiam de madrugada no inverno
r) os que sabem ler e escrever

s) congelados

t) os que usam bota e bombacha

u) tubarão, cangurus e outros vídeos

v) os caolhos

x) os que não entram em filas nem fazem empréstimos

z) os humanistas

Bruno Arámburu

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Liberdade de escolha

E foi assim

Que acabamos

Em lados opostos:

Enquanto você era o sim

Eu era o não

Você a água eu o fogo

O zero e um

A luz e a escuridão

Complementares sim

Mas eternamente

Divergentes.


Andréa Cury Marques

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lá Fora dia 18/10 no Gasômetro!


vamo!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Retrato de Dorian Gray.

... " - Porque considero que influir sobre uma pessoa é transmitir-lhe um pouco de sua própria alma; esta pessoa deixa de pensar por si mesma, deixa de sentir as suas paixões naturais. Suas virtude não são mais suas. Seus pecados, se houver qualquer coisa semelhante a pecados, serão emprestados. Ela tornar-se-á eco de uma música estranha, autora de uma peça que não se compôs para ela. O fim da vida é o desenvolvimento da personalidade. Realizar a sua própria natureza- eis o que todos procuramos fazer. Os homens hoje, amedrontam-se deles mesmos. Esqueceram-se dos maiores de todos os deveres, do dever que cada um deve a si próprio. Naturalmente são caridosos. Nutrem o pobre e vestem os andrajosos, mas deixam as suas almas famintas e andam nus. A coragem nos abandonou; é possível que nunca a possuíssemos! O terror da sociedade, que é a base de toda moral, o terror de Deus, que é o segredo da religião- eis as duas coisas que nos governam."


Oscar Wilde

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O QUE NÃO VIVE…

O que não vive não sabe o que é dor

Nem o que não é!

O sofrimento é tão vivo…

…como a felicidade e a fé.



O que não vive não sabe sobre o que pensar

Na verdade, não pensa!

A imaginação é tão viva…

…que dá vida a cada dia que pretenda.



O que não vive não sabe o que dizer!

O que não vive não sabe o que fazer!

O que não vive…

…não sabe!

Muito menos sabe que não vive!



O que não vive é apenas um o quê

Às vezes, referimo-nos como coisa

Ou um aquilo, lembra?

Cai no esquecimento.



O que não vive…

… é como o nada!

E o nada está aí…

…para nos atirar em direção à morte

uma morte não sentida…

…porque o que não vive também não sente.



O que não vive…

…não vive.

…é um acontecimento sem ação.



Aline Pauli Mallmann

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

até a próxima!

O vento esbofeteia-me e acordo.

O mar puxa-me os cabelos e levanto.

A água bate em meus pés

e agora é preciso andar...

Eu sinto as cores de setembro

as flores querendo me fecundar!


Reúno-me aos fiéis parceiros:

Dona Angústia Abafada, Seu Ritmo Sem Dança, o Chuvisco e o Urubu Da Minha Janela.

Todos atentos ao meu aviso:

Caros amigos,

Tenho paciência, mas não espero...

É primavera...

Eu vou partir!


Ludmila Flores

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desgosto

Ele odiava revistas de banheiro. Aquelas mesmo, que ficavam num cestinho do lado do vaso sanitário.
Aquelas pútridas revistas, pensava, o fitavam com escárnio. Ficavam lá esperando para serem lidas, e tinham absoluta certeza de que o seriam, por isso riam-se dele.

Sabiam, as malditas, que naqueles momentos de solidão não se havia mais absolutamente nada interessante a fazer.

Riam-se a ponto de humilhá-lo: sabiam que ele não resistiria folheá-las, mesmo tendo plena consciência da variedade incontável de coliformes fecais espalhados pelas páginas - desde os descaramentos da politicagem até as seções enfadonhas de variedades para patricinhas.

Era o que se tinha de mais cômodo àquele instante; detestava reconhecer que era informação adquirida puramente via goela abaixo.

E também achava categoricamente repugnante ter de umedecer o dedo na língua pra poder trocar de página. Porém só o percebia depois de já ter engolido.



Mariana Somariva

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vida: um salto para a morte

Nasci e imediatamente me atirei de um precipício. Um super abismo - incomensurável - um eternamente grande. "Seria eu um naturalmente suicida?" E cá estou caindo, ainda, e mesmo depois de anos indo em direção ao chão, não vejo sinal dele. Sei que ele existe e até tem nome próprio - não o vejo mas sinto-o. Assim como sinto o vento bater na minha cara e empurrar meus cabelos para cima. Toco e atravesso uma nuvem, agora uma outra mais branquinha. Escuto a música instrumental da natureza, bebo água do rio e depois ligo para ela. Ou mesmo penso nela (o que não deixa de ser uma ligação). E faço tudo isso para passar a monotonia da minha viagem ao solo. Ou até mesmo para dar sentido ao grande salto. Conheço seres que pularam depois de mim e já tocaram o chão, desde já percebo que as alturas não são iguais para todos, muito menos os pesos, são apenas vontades de Deus. Enquanto isso, ao menor dos descuidos lembro que estou em pleno vôo... É um piscar de olhos, uma pausa na escrita e já vem o vento, as nuvens: o salto. Sei que ao chegar ao solo virarei solo, e gostaria que de meus ossos se fizessem casas, e cordas de violão dos meus cabelos. Assim sendo, darei sentido a tudo. Terei início/meio/fim. Serei o salto, ela e o vento, casas e cordas. E direi a todos que lá embaixo estiverem: A vida não é um salto para a morte, a vida é um salto para a vida.

bruno

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Desenho de sons

Desenho-a com o lápis preto

Procurando sentir como se dá cada rabisco seu,

A adivinhação do mistério contido em cada risco

Ao contornar seus deslizes.

Uma letra enrola noutra letra,

Muitos símbolos e marcas no papel.

Atravessado pelas palavras,

Ah poesia,

Por sentir com toda a soma dos sons inaudíveis

O trânsito de nossas sementes

Uma lágrima que escorreu forte,

Deslizou por todos, de um rosto

E por teu dedo foi tocada,

Foi tocada.

Sons e quietudes então entram em cena

Atravessando os mesmos espaços

Por horas e horas a fio.

Foi tocada.

Oração que simplesmente acabou por transbordar nossos limites

Ao repetir algumas palavras sagradas

Ah Poesia!

Desenrolando letras estranhas e mágicas

Poesia,

Fui tocada.


Paola Mallmann

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lições irrefutáveis de uma boca suja

Não sei ser breve,

Não sei ser reles,

Não sei ser pano quente

Sobre os fatos.


Eis a minha desgraça.


Há palavras cortadas

Nas cartas que escrevo.

Há palavras que eu engulo no seco.


Viva a minha mentira.


Me estendo na lama

E assim acho alguma luz.


E falo desnecessariamente a todos.


A minha prolixidade,

Absurdamente de infância,

Já não vai à escola.

Só sabe ser lama.


A crueldade das pessoas,

Esses meus colegas lamacentos,

Já não me arrancam lágrimas.

Hoje me rendem versos.


Confio na minha poesia

Com o mesmo afinco

Com que desconfio

Dos ouvidos atentos a ela.


É uma confusão, a minha poesia.

Morgana Rech 9/9

domingo, 13 de setembro de 2009

O macaco da vida

Na noite branca macacos rodam suas calças de veludo pro mundo vir abaixo
Sobre o céu claro feito de poeiras virgens
Eles percebem a dúvida lúcida que eles trazem em seus miolos,
mas não cansam de chutar um pulmão de tabaco

Os macacos seguem sendo medíocres
Cuspindo suas salivas ácidas do chiclete de cola
Peidam e cagam dinheiro pro mundo rasgar no pó

Esses macacos são feitos de chumbo,
pois trazem o peso de seus passados no rabo que lhes equilibra
São ociosos de tanto trabalharem suas matracas
E seguem vivos curtindo uma vida regada a copos sensíveis.

Lucas Velo rodrigues

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Algumas vezes...

Eu tive sonhos perfeitos
Acordei sem eles
O quão real é minha imaginação?
O quão abstrato é minha vida?

Quando respostas
Não são suficientes
Ou perguntas
Incompletas

Tentar entender
Sem realmente sentir
Tentar sonhar
Sem ao menos dormir

Viver numa colorida e doce fantasia?
Ou
Existir numa cinza e fria realidade?


Andréa Cury Marques

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cobrando tributos emocionais

Vou te dar moratória

e dividir teus tributos,

em dívidas emocionais,

a cada falta um encargo pesado.

Já abri uma exceção, agora só terá coração

E a razão... fugirá do meu alcance.

Inverterei os valores,

e passarei ao fisco a cobrança.

Assim, me eximo com neutralidade

e só recebo o que mereço.


K.L.M.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hospedeiro

Esse vírus, por mais nocivo,
precisa de mim bem vivo.

Se ele é, como dizem, um assassino,
que matou milhões de indivíduos,

é, antes disso, meu inquilino.
Precisa de mim bem vivo.

Ou seja, se eu morrer, ele vai comigo.
Ele sabe: matar-me seria suicídio.

Fernando Saldanha

terça-feira, 8 de setembro de 2009

..uterviL..

Livretu,
Livreeu,
Livrenos,
Livrevós,
Livreeles, de todas suas angustias,
de todos os seus males, das maiores dores,
aos maiores medos.

Livre-és-tu ao imaginar a liberdade,
tão latente em teus olhos,
que não liberta-se, simplesmente,
deixa escorrer a lágrima enclausurada na masmorra de teu coração.

Liberte-se,
Livre-se,
Livretu.

Lauro Marçal.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

galo velho barreiro


orgia
livre orgia
orgiamente livre
livre de qualquer... orgiamente livre

livre-se
do
livreto e
do
livretu e
do
livre.arbítrio

livrezinho.livreco
ligaremos. limparemos.
livremos.libertemos
livrozinho.ligadaço

liberdade:
li o que eu li
e li o que quero ler

"leberdade":
li o que quero ser
e li o que tenho que ler

lealdade:
li o quero parecer
e li tudo de que quero ser livre

limo:
li tudo de que quero ser livre
e que
venha a ser livre quando o queira,
e sempre!

livre da liberdade de tentar ser livre,
simplesmente,
porque queria ser!
(livre ou não)

da leberdade francesa
da leberdade spanhola
da leberdade eurocêntrica
da lerbedade simbólica
sim, ler...ber...

"lerberdade"
lerberdade meu senhor!!!
lerberdade meu amor
e não liberdade
isto não!
isto-nunca
isto nunca mais
isto nunca jamais
isto nunca jamiroquais
simplesmente ler_ber_dade
é isto que quero
simplesmente ser,
representar
e realmente enxergar
o que vem
em frente a toda essa
liberdade ao fim!
mortos nas covas!
necessidade: despresiva!
esperança: ignorada!
fim!
sim!
é o começo do fim!
assim,
que vamos!
bem de vagarim!
ao passos de tartaruguim!
sem querer,
meio que se retirandim!
me vou
adeus

BBArámburu

domingo, 30 de agosto de 2009

what do you do for money, honey?


Dinheiro na mão é vendaval?
Dinheiro na mão?
Dinh?
?
O Dinheiro é a escória dos papéis.
Mariana Somariva

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Homenagem à Paulinho



Se o choro é um prisma luminoso

O que seria a dor para Paulinho da Viola?

Um jardim com espinhos?

Um amor desvivido,

vivido sozinho?

Um coração ferido com a maior bitola da dor?

Ou apenas um samba bamba?

Um lamento?

Seria algo sem argumento?

Não sei...

Só sei que meu mundo é hoje,

a dor se foi,

como um rio que passou em minha vida.

Tenho apenas bons sentimentos

Nervos de aço,

e nenhum arrependimento.

A dor do sinal fechado

foi identificada e

já curei meu coração imprudente.

Só tenho uma cisma:

que o teu brilho encontre o meu sorriso sempre.

Afinal amor é assim:

faz tudo mudar

É só alegria, tristeza não tem lugar.


K.L.M.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Um fino para (des)afogar

Essa dúvida que assola

Mas que some logo com o copo

…que me… consola

Esse desapego que me enfurece

…e já pouco entristece


Chamas a atenção…

Olho

Talvez, espanto…

Acostumo… sabes?


Oxalá fosse diferente, oh pá!

Quanta apatia há de nos afogar!?

Vivêssemos um dia sem uma questão qualquer a resolver!

Deixe cá as quaisquer…

Traga-me logo este imperial,

melhor, um fino…

Antes que daqui eu finja… e sigo…


Queres casar comigo?

Quando acordar, é que verei…


…Ah! Deus!

…A noite de copos em que me afoguei…


Aline Pauli Mallmann

sábado, 22 de agosto de 2009

Crack nem pensar?

Então tá,
não vamos pensar no crack então!

assim como não pensamos em nossos
filhos, nossos espíritos e nossos santos!

Nem pensar é fácil, é barato e ambíguo.
é bem como gosta os chefes da telinha,
os manda-chuvas da lama podre!

Nem pensar, para abafar!
esse é o nosso lema,
a nossa bandeira - como sempre foi...

Revolução cubana, francesa, farroupilha?
estamos longe disso, não conseguimos nem
reclamar pelo troco na sorveteria.

Crack nem pensar então?
te manca mano...

o crack está batendo a tua porta,
o crack é o napoleão Bonaparte
que se atira à morte

contra o inverno Russo.
Mas nada mais Russo
que um Brasil devastado por esse artilheiro!

Então tá, não falamos sobre ele então?
Que tal usarmos um apelido?
Tipo gripe P....de pedra dura.
Pedra dura de roer...

Nem pensar então???
e quem já está???

O que faz???
fica fora como os maníacos???
como os malucos do São Pedro???
como os mendigos que te pedem esmolas???

É fácil deixar a margem quem não consegue nadar.

E eu???


Bom eu vou pegar meu carro,
meu whisky...

e curtir o que Deus me deu de melhor...


bruno